Cinco anos se passaram após o desastre nuclear em Fukushima. Deixando um gigantesco rastro de destruição, as cidades próximas à Usina ficaram completamente desertas.

Localizada no Nordeste do Japão, o local tinha se tornado uma das maiores fontes de emprego e renda para os moradores da região. Cinco anos depois de um poderoso terremoto e um tsunami que causaram a fusão de três reatores em Fukushima, esse objetivo é o foco de um enorme esforço ao mesmo tempo precário e rotineiro.

E diante dessa realidade, os fotógrafos Carlos Ayesta e Guillaume Bression tiveram a ideia de clicar a série Retracing Our Steps (Refazendo Nossos Passos, em tradução literal), buscando alguns dos refugiados de Fukushima para reviver suas atividades no atual cenário que ainda tenta se livrar dos altos índices de radioatividade.

O processo fotográfico durou cerca de alguns meses e o resultado é incrível.

“Pedimos para ex-moradores da região de Fukushima, e em alguns casos, os proprietários reais de determinadas propriedades, para se juntar a nós dentro da zona proibida e abrir as portas para esses lugares comuns, mas agora hostil. De frente para a câmera, eles foram convidados a agir o mais normalmente possível – como se nada tivesse acontecido. A ideia por trás destas fotografias quase surreal era combinar o banal e o incomum. O fato de o acidente nuclear histórica dá essas imagens uma plausibilidade real.”

Confira na galeria acima.