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4 passos que podem curar sua homofobia

set 19, 2017 Leandro Santos

Você teme ficar perto ou ter contato com homossexuais? Tem nojo de pessoas que gostam de se relacionar com outras do mesmo sexo? Odeia quando vê postagens apoiando a diversidade nas redes sociais? Não suporta esses movimentos que lutam pelas causas LGBT? Bem-vindo, esse post é pra você.

1. O significado de LGBT

Antes de sair falando por aí, entenda o que realmente significa.

Lésbicas: mulheres que se sentem atraídas por outras mulheres. Algumas delas agem de forma muito masculina. Outras são tão femininas quanto mulheres heterossexuais.

Gays: homens que se sentem atraídos por outros homens. Embora algumas pessoas ainda usem a palavra “gay” para expressar desagrado pela atitude do próximo (“cara, isso é gay!”), ela apenas descreve homens homossexuais.

Bissexuais: tanto homens quanto mulheres podem ser bissexuais. Isso significa que a pessoa se interessa sexualmente por ambos os gêneros. Uma predileção por um gênero não impede uma pessoa de ser bissexual.

Transexuais: pessoa que não se identifica com o gênero que recebeu ao nascer. Isso não quer dizer que a pessoa transexual seja necessariamente gay, hétero ou bissexual. Ela só não aceita o corpo que nasceu.

2. Por que sou homofóbico? 

O segundo passo é abrir a mente (faça esse esforço) e se questione. Olhe para o espelho, pense como você reagiria se alguém na rua lhe ofendesse com palavrões e até agressões físicas. Imagine ser rejeitado por uma sociedade apenas por você ter escolhido ser feliz (sim, as pessoas fazem escolhas como você e elas se sentem felizes com suas escolhas. Você também, não?).

Se você já passou por alguma situação ruim com algum membro da comunidade LGBT, isso não importa. Sabe por que? Ainda que um gay tenha feito algo de ruim com você, culpar todos eles por isso é errado. Os LGBTs englobam cerca de 10% da população; Estatisticamente, para cada pessoa de má índole que é gay, haverá nove heterossexuais que também são pessoas ruins. A orientação sexual é completamente irrelevante neste caso.

De fato não há nenhuma razão para discordar da homossexualidade. Na verdade, não adianta discordar. Isso não muda o fato de que existem gays neste mundo que são perfeitamente saudáveis, felizes e funcionais. Quando você se torna homofóbico, as coisas começam a correr mal.

O que você faria se tivesse uma ótima oportunidade de emprego, mas seus futuros colegas de trabalho fossem todos gays? Sejamos sinceros, você não recusaria o trabalho.

3. Converse com algum membro

Poxa, você não precisa afirmar sua heterossexualidade, dizendo que não está se aproximando porque está apaixonado ou afim. Conversar com um LGBT é mostrar o quanto você está se tornando inteligente. Afinal, a gente só expõe nossas opiniões quando nos informamos sobre um assunto. Você deve conhecer alguém próximo, ter algum parente. Enfim, se as suas atitudes homofóbicas já ultrapassaram os limites alguma vez, esse é o momento de se redimir e procurar saber sobre várias coisas que sempre ‘batucaram’ na sua cabeça.

Você se sente atraído por todas as pessoas do sexo oposto? Provavelmente não, então pergunte sobre o trabalho da pessoa, sobre seus amigos e sua vida. Você perceberá que a vida de um homossexual não é muito diferente da sua.

Quanto mais você conversa com homossexuais, menos você presta atenção no fato da pessoa ser gay ou não. Se conseguir fazer amizade com um gay, provavelmente você não será mais homofóbico. Seus amigos vão falar de você? Sim, poderão! Mas isso não quer dizer que você vai se tornar um membro LGBT. A sociedade inteligente e evoluída admira quem preserva o respeito acima de qualquer coisa. Então foque nisso. Você terá admiração de grandes cabeças. Acredite nisso.

4. Hora de se colocar no lugar do outro

Sabe aquela dica de parar na frente do espelho que te passamos no primeiro tópico? De ficar na frente do espelho e fazer algumas perguntas para si próprio. Bem, como você se sentiria ao ser odiado por quem você é? Como você se sentiria por ter medo de expressar seus sentimentos? Muitas pessoas se suicidam por causa da homofobia; não seja o causador de uma morte. Não é “frescurinha”, é o sentimento de rejeição para todas essas perguntas ditas anteriormente. Acredite.

Você não precisa ser gay para entender o que eles passam ou sentem, apenas imagine o que você faria se o seu filho fosse gay. Você também o odiaria? O rejeitaria por ser quem ele é?

Não é questão de criação. Você pode ter passado a vida toda o ensinando a ser como você, mas se ele tem uma escolha, a atitude a ser tomada é simples: respeite e o ame. Não existe algo que supere o respeito pelo próximo, independente da sua cor, raça, opção sexual ou religião.

Esses são 4 simples passos que podem ajudar você a refletir sobre atitudes homofóbicas. Se você achou esse post um perda de tempo, ficamos felizes que tenha chegado até aqui. Não existe fórmula secreta para exterminar o preconceito do mundo. Por si só, isso pode ajudar a mudar sua maneira de pensar.

Com Wikihow

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